Estarei certo?

imageFaz tempo que não coloco nenhum texto aqui, algumas das razões já havia mencionado, falta de tempo mesmo. Porém eu também estou reavaliando as minhas convicções.

Isto faz bem, além de mentalmente saudável, é importante para que possamos corrigir erros e ampliar a nossa visão do mundo físico e também da nossa espiritualidade.

Conhecer, sentir e confiar no Pai, entender a razão da nossa existência e os motivos que nos trouxe a este mundo, os “porquês” da vida e o entendimento das coisas do Pai, são lutas diárias contra nós mesmos e difíceis de combater.

Passamos muito tempo de nossas vidas presos a dogmas religiosos e conceitos pré-estabelecidos há centenas e milhares de anos. Conceitos estes que estão enraizados e são difíceis de combater.

O medo inculto que temos de estar errado e as forças do pensamento que nos leva a questionar se por um acaso não podemos estar ofendendo ao Pai.

Mas isto é normal quando lutamos contra conceitos antigos presos em nós mesmos.

O fato é que esquecemos de confiar nas próprias Escrituras e passamos a sentir mais conforto quando há alguém guiando nossos passos.

Mas é certo ter alguém que nos guie?

E se esta pessoa estiver errada, para onde ela está nos levando?

O certo é confiar no Pai e em sua permanência em nosso coração.

Não somos marionetes e muito menos ratos de laboratório para sentirmos medo daquele que devemos chamar de Pai, por ser exatamente isto.

Entender como Jesus, o Cristo, compreendeu que o Pai e nós somos a mesma pessoa, porque fomos feito a sua imagem.

O Pai é Amor e este Amor deve habitar em nós e através dele devemos existir e transformar a nossa obra.

Podemos usar qualquer palavra no mundo, que ela sozinha é vazia. Um exemplo, se chegarmos a alguém e dissermos “árvore”, esta palavra é vazia, sem sentido mesmo que ela expresse algo, uma árvore. Mas a pessoa para quem dirigimos esta palavra vai compreender?

Assim são todas as palavras, até mesmo as mais íntimas, pois o mesmo ocorre se expressarmos para alguém a palavra “paixão”. Sem um contexto ela fica confusa, sem sentido e vazia.

Não existe palavras que sem um radical, um contexto ela não seja um vazio completo. Falta-lhe algo que defina seu poder.

Assim como a fá pessoal, ela pode ser tão vazia e sem sentido quanto uma palavra sem radical. E sabemos que a fé sem obra é morta.

A Obra é a expressão pura da nossa fé, daquilo que acreditamos e damos valor. Ter fé e não usa-la para expandir ás demais pessoas, sem levar o conhecimento e dar a oportunidade para que cada um encontre seu caminho, não existe valor.

O Amor é a razão da obra. É por Amor que devemos ser e fazer pelo próximo o que desejamos a nós mesmos. Amor e nada mais.

A palavra Amor, é a única palavra que não precisa de radical para expressar seu conteúdo, é uma palavra que não é vazia. Se fizer o mesmo experimento e dizer a uma pessoa a palavra “Amor”, ela saberá exatamente o que você quer dizer.

Porque Amor define o que o Pai em nós, define a nossa obra e dá vida a fé.

A fé sem Amor é morta, porque a fé sem Amor não possui obra.

Como fazer algo para alguém se não tivermos o Amor em nós? E não fazermos com Amor? Que valor tem eu fazer algo para alguém se nisto não for depositado Amor? Não terá valor e será logo esquecido.

Mas um simples ato feito em Amor, jamais poderá ser esquecido. Porque o Amor verdadeiro, que vem de dentro e nada espera de volta, não pode jamais ser vazio.

Por isto, apesar das desavenças que eu tenho com o sistema, devo entender que se houver Amor em uma pessoa, jamais ela poderá ofender ao Pai e estará cumprindo com a sua vontade. Mesmo que ela desconheça até mesmo as Escrituras.

As Escrituras foi apenas o meio mais fácil e perpétuo de levar o ensinamento, mas as escrituras podem ser armas nas mãos erradas e a compreensão dela se faz necessária a todos que desejam se aproximar ainda mais do Pai.

Basta analisarmos, se estamos procurando usar as escrituras para comprovar o que acreditamos ou se o que acreditamos está em conformes aos ensinamentos das Escrituras. Assim podemos saber se estamos certos ou errados.

Porque se eu acredito em algo e preciso interpretar as escrituras de forma que ela se encaixe ao que acredito, então estamos usando ela de forma errada. Porém se eu ver que aquilo que eu acredito não perturba a ordem e se encaixa naquilo que ela ensina, então porque ter medo de estar errado?

As escrituras estão repletas de obras que vemos os erros do mundo e por isto são sagradas, porque através do erros aprendemos a não ser iguais.

O importante é seguir o que o Messias nos deixou, se o que acreditamos se encaixa no Amor ao próximo, jamais poderemos estar errados e nem tampouco ofendemos ao Pai.

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