Adulterações das Escrituras – parte 2

imageComeçamos uma série de postagens sobre as alterações e adulterações das escrituras e hoje daremos seguimento com a segunda postagem da série.

Entendemos na primeira parte que transliteração é a forma de transformar uma linguagem em outra, diferentemente da tradução que transforma um idioma em outro.

Segundo as Escrituras e em registros como os textos de Filo e Josepho, em em textos de historiadores Israelitas, o povo hebreu passou em média 400 anos cativo no Egito, servindo como escravo.

Preguiça de ler? Então ouça!

O Egito tinha uma forma ampla em sua linguagem utilizando de símbolos. Estes símbolos foram interpretados graças a pedra de Roseta e hoje podemos dizer que os Hieróglifos egípcios são praticamente todos decifráveis.

A escrita hebraica tem muita influência da escrita egípcia, porém, devido a crença do povo na proibição de figuras de animais e pessoas como deuses, a escrita hebraica não possui desenhos, mas não são caracteres como temos hoje em dia, que a letra “A” sempre será “A” numa palavra qualquer.

A forma escrita do hebraico é composto de 22 Símbolos e cada um destes símbolos possuem um som, um nome e um valor numérico.

Então as pessoas dizem que não existe a letra “J” ou vogais no alfabeto hebraico. Mas isto é errado! Na verdade não existe letra nenhuma no hebraico. O primeiro símbolo é Aleph, com valor numérico 1,por exemplo, veja o quadro: 

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A postagem não é relacionada ao hebraico, não vamos entrar neste mérito. Aqui é para explicar as complexidades para se traduzir ou transliterar um escrito em hebraico.

Sábios Judeus dizem que aquele que quer compreender às escrituras precisam aprender a lê-la, pois é impossível traduzi-la.

E eu concordo e espero um dia chegar ao ponto de dizer que leio a escritura toda em hebraico! Sou muito fraco nesta parte e, de certa forma, iniciante.

Somente do fato de cada símbolo possuir um som, um valor e um nome, numa única frase pode haver e haverá tantas interpretações quanto pessoas que as leem.

Isto é uma das causas que levam milhares de erros, confusão de sentido das frases entre outras. Mas existem mudanças que foram feitas propositais como no caso de duas que vamos falar hoje e que tem sido utilizada de forma muito errada por pessoas que acreditam na Terra Plana e usam as adulterações como prova das sandices.

Mas será que a escritura define a Terra como um plano? Veremos.

Eu estou usando uma versão fiel de Ferreira de Almeida ano 1920, uma versão atualizada, uma versão católica, a versão Bíblia de Jerusalém e a Escritura Sagrada Transliterada. Esta última é uma cópia de uma versão bem antiga, por isso os números de versículos podem não bater com as versões mais novas. Sim muito antiga esta versão.

Vejamos na Versão F.Almeida Fiel

Isaías 40:22,23

Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;
O que reduz a nada os príncipes, e torna em coisa vã os juízes da terra.

Versão transliterada dos originais Aramaico/grego

22É Yáohuh Ulhím (Criador Eterno) quem se senta acima do globo da terra, cujos habitantes para ele fazem figura de minúsculos gafanhotos. É ele quem estende os shuaólmayao (céus – plural) como uma cortina, como se fizesse com ela a sua tenda. 23Reduz a nada os grandes chefes desta terra, torna inúteis os seus governantes.

Ainda podemos encontrar em algumas bíblias antigas a versão original deste texto assim como outros. Mas encontramos principalmente nas versões de publicações anteriores a 1920, antes da SBB ser responsável pelas principais publicações.

Esta mudança se deve ao fato principal da igreja durante centenas de anos debater e não aceitar a ciência. Embora este é um fato sabido há milhares de anos, que a Terra é um globo, a igreja não voltou atrás em suas tentativas de “demonizar” a ciência, com medo claro, de perder o domínio e o poder.

Isso ocorre ainda nos dias de hoje, mas de todas as igrejas as protestantes evangélicas são as que mais temem a ciência. Um absurdo em meu ponto de vista, já que a ciência e a religião, a verdadeira religião, deveriam andar juntas. A ciência não derruba a espiritualidade e nem a espiritualidade sufoca a ciência

Outro trecho que quero mostrar, ainda no mesmo assunto, está em Provérbios 8, vers 30 e 31.

Ver. Ferreira de Almeida. Provérbios 8:30,31

Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;
Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.

Ver. Transliterada dos originais – MAUSH’LEI  (PROVÉBIOS)

30-31Eu ali estava, como um aluno junto do seu maoroéh (mestre – no sentido de professor). Era a cada momento as suas delícias, brincando na sua presença. Como me sentia feliz na sua esfera habitada, no meio de toda a multidão!

Este versículo, ao contrário do primeiro mostrado aqui nesta postagem, ainda existem versões mais atuais que ainda utilizam dele. Sem adulteração.

Nestes dois casos mostramos duas adulterações das escrituras, utilizadas para moldar o que a sociedade acreditava, no intento de afogar a ciência que afirmava a Terra ser um globo.

Este tipo de adulteração é muito frequente e se formos ler toda as escrituras encontraremos diversas destas mudanças. Porém, devemos levar em conta que as mudanças aqui são irrelevantes já que não alteram o significado da frase, nem do contextos todo.

Apernas serve para gerar discussão sobre a terra ser plana ou um globo. O que é um absurdo já que de fato ela é um globo.

Uma coisa que as pessoas precisam compreender é que as escrituras foram escritas em épocas diferentes aonde as pessoas acreditavam de formas diferentes nos fenômenos físicos. O entendimento de como o mundo funcionava.

Ao Pai, isto sempre foi irrelevante, pois os ensinamentos são voltados para o Amor ao próximo, o respeito e a espiritualidade. Mas nos deu inteligência suficiente para compreender isto e todas estas coisas.

Nos deu a capacidade de inteligência, para criar a ciência que hoje conhecemos. Então lutar contra a ciência é coisa do sistema, não das pessoas de bem.

Devemos saber utilizar nossa inteligência para compreender estas coisas dentro das escrituras.

Certas mudanças e adulterações não fazem a menor diferença, pode ter feito no passado, mas hoje, nada muda no contexto das escrituras.

Na próxima postagem desta série, iremos falar um pouco das adulterações que fazem diferença e mudam o sentido do contexto e assim, levar ao erro.

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