A simplicidade do Pai e as extravagâncias do sistema

imageEm toda a escritura o Pai é descrito sempre de forma simples, sem anseios vaidosos e egoicos que o sistema, desde Salomão até hoje, tenta mostrar.

Preguiça de ler? Então ouça!

Aprendemos nestes milênios de imputação religiosa pelos sistemas espalhados no mundo, que Deus é um ser opressor, rancoroso, castigador, exigente, maldoso, vaidoso em extremo, que não aceita outros deuses tentando dividir as honras e tudo mais de ruim que podemos imaginar.

Mas, observem que estas qualidades acima mencionadas não correspondem às descrições que encontramos nas Escrituras quando referenciadas ao Criador, em sua maioria chamado de Altíssimo e por Pai pelo Messias Jesus.

Uma empresa no mercado mundial luta diariamente contra seus concorrentes, embora muitas vezes exista cortesia entre as empresas, uma jamais exalta o produto da outra e rebaixa o seu. “A minha fruta é mais doce que a sua”! Embora venham do mesmo pé.

imagePor esta mesma razão o sistema ensina o Deus que devemos ter medo, do Deus ciumento e rancoroso que castiga ao menor deslize. Parece até Zeus, aquele do Olimpo descrito na cultura grego/romana.

Coincidência? Não! Pois o sistema religioso vende exatamente Zeus e o chama de “Deus dos Cristãos”.

Mas o Pai, o Altíssimo não é um deus, como tentam te enfiar goela abaixo, o Pai está acima de qualquer forma de divindade ou de expressão divina que possamos conceber.

O Pai não é e jamais será uma divindade. Toda forma de divindade é criação humana e nada mais e relacionar o Pai como uma forma de divindade é completamente errada e desnecessária.

Como já dissemos muitas vezes em vários posts deste site, a designação “DEUS” nas Escrituras, em suas versões originais, somente eram atribuídas a divindades criadas pelos seres humanos. Divindades de pedra, madeira, ouro ou bronze que não possuíam vida ou forças divinas de nenhuma espécie.

Muitas vezes o sistema explica, isso porque ele sabe da verdade, que o nome deus é atribuído para facilitar a compreensão por parte das pessoas, do que seria o Pai verdadeiramente.

Mas esquecem de avisar que o Pai nada se assemelha ou mesmo chega perto desta porcaria toda.

A própria natureza é o Pai, o palpável é o Pai, o impalpável é o Pai, as formas viventes e inanimadas da Criação, sou eu e é você. O Pai é toda a existência, é o tempo e aquilo que está fora do tempo. É a existência e a inexistência. é o maior dos objetos existentes no Universo e a menor partícula existente. É energia e ociosidade. É o quente e o frio. É simplesmente tudo e o nada ao mesmo tempo.

Então uma pergunta surge, se ele não é um deus, porque então o primeiro mandamento diz que “não devemos ter outros deuses adiante de mim”?

Exatamente por esta razão e nenhuma outra! para que não confundamos o Pai com uma divindade já que não é.

Uma vez que atribuímos uma divindade, mesmo que sem rosto ou forma, passamos a adorar algo vazio e sem vida. Como a veneração por uma estátua porém sem a estátua, mas o erro permanece e a ignorância também.

Por isso o Pai se manifesta sempre de forma simples, como por exemplo, o seu anjo na sarça ardente no deserto para Moisés.

imageA sarça é tido como a planta de menor valor e importância na região do Sinai, isso porque dela não é dado nem frutas, nem madeira e nem sombra. Além disto possui espinhos e nem mesmo é uma erva daninha.

As culturas antigas dos povos do orientes a descreviam como a mais simples e inútil das plantas, que para nada servia.

Por esta razão o anjo aparece a Moisés na sarça, não no ouro nem em nada mais opulento, mas se mostra que é tão simples que até a mais inútil de todas as coisas é digna de sua presença. Imagina você que vale muito mais que uma sarça?

Nisto também o Pai lhe mostra que eu, você e todas as pessoas do mundo não somos mais importantes que qualquer coisa da criação, podemos estar mais elevados pela razão que recebemos a consciência destas coisas, mas não importamos mais ao Pai que qualquer outra criatura. Caso contrario, não seriamos a ultima parte da Criação, aonde até mesmo uma mosca insignificante foi criada antes da humanidade. Até mesmo a sarça veio antes.

Mas adiante destas coisas, da simplicidade do Pai, a melhor definição do que Ele realmente é veio através de Jesus, que disse: “O Pai é Amor”.

Por ser Amor e simplesmente Amor, nos é dado a livre arbítrio. Somente por Amor pode ser dado a liberdade. E se é dado a liberdade por parte do Pai, o mesmo não te castigaria por algo que faz errado nem pelas escolhas que é feita. Isto seria hipocrisia e o Pai não é hipócrita.

Seria o mesmo que dizer a uma criança que coma tudo que quiser numa sala repleta de doces, mas depois castigá-la por comer o chocolate. Deu o direito e depois castiga por usar do direito?

A dor de barriga que ela pode vir a ter por comer de tudo não é um castigo mas uma consequência dos atos e aqui entra novamente o papel do Pai. Ele permite que a criança coma de tudo, mas ensina e adverte que o exagero será prejudicial. Deste ponto em diante cada um é responsável pelos seus atos e pelas consequências deles.

Cristo ensina isto que acabei de dizer com as palavras que “cada um colhe o que planta”, ou seja, o plantio é livre, planta-se o que desejar, mas a colheita é obrigatória e colhe apenas o que plantou.

Isto esta longe de ser um castigo ou imposto pelo Pai pelas transgressões.

O Pai vem ensinado através das história tudo isto e podemos encontrar tudo isto nas Escrituras, porém sempre partirá de nós.

Se pretendemos venerar um deus oco, mesmo que sem imagem, chegaremos um dia a um ponto que não encontraremos este deus e nos frustraremos, perderemos a esperança em tudo que sempre foi ensinado.

O Pai não desejaria isto a ninguém. Então ensina que não devemos venerar algo vazio, sem vida e sem existência.

Nas palavras de Jesus,o Cristo, apenas um mandamento fica de todos, que é Amar o próximo como a nós mesmos, assim, de forma simples e sem a necessidade de explicações.

Temos as escrituras para aprender sobre este Amor, sobre os erros dos povos do passado, sobre a história da vida do Verbo e seus ensinamentos. Mas venerar a Bíblia como um objeto de adoração sagrado, isto é o mesmo que venerar a deuses de pedra. É de qualquer maneira IDOLATRIA.

Temos apenas o Pai e este deve estar habitado em nós, porque somos o seu templo, único e verdadeiro.

De que forma? Simples, amando ao próximo, porque se tivermos amor em nós, temos o Pai em nós, porque o Pai é Amor e nada mais.

Do Amor vem a vida, a verdade e o caminho. A liberdade verdadeira, sem complicações e sem as dificuldades colocadas pelo sistema que quer apenas vender e lucrar.

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