Dê ao Pai o que é do Pai e a Téus o que é de Téus

imageOs estudos das escrituras em sua forma original, é importante para conhecer o ensinamento da forma como foi passado e escrito pelos autores.

E é importante, para uma melhor compreensão, deixar tudo em nós que tenha teor dogmático. Deixar de lado, pelo menos durante uma fase de estudos, tudo o que tiver relação religiosa.

Porquê?

Porque para aprendermos da melhor forma possível, é importante não ter influências externas.

Preguiça de ler? Então ouça!

Um exemplo disto, é o nome “Deus”, para muitos é difícil aceitar que este nome não faz relação alguma ao Criador e que nas escrituras apenas se referem a deus e deuses quando se trata de ídolos ou deuses míticos.

Alguns dos nomes utilizados pelos Hebreus/Judeus em definição do Pai, foram igualmente traduzidos de forma errônea e acabou-se perdendo o sentido dos originais.

Devemos entender, que deuses exigem sacrifícios, adorações, venerações, servidões e cultos. Isso porque sem estas coisas estes deuses não possuem poderes e deixam de existir. Caem inevitavelmente no esquecimento.

Ao Pai Criador, não existe esta coisa de cultos, adoração, servidão, veneração e sacrifícios. Está escrito que não devemos colocar nenhum deus adiante ao Pai. Mas não pense que isto é pecado, não não! Uma pessoa não tem como ofender ao Pai fazendo isto.

O problema que não podemos comparar o Pai com uma divindade. As divindades são frutos de criação humana, o Pai é a própria existência. Como comparar o Pai a um deus mítico?

Comparando se perde a grandeza do Pai e passamos a crer Nele de uma forma igualmente mítica e o Pai se torna apenas um deus mítico e religioso.

A existência é o próprio Pai, Ele está acima do tempo, no próprio tempo e além do tempo. Ele é o tempo e tudo o que existe dentro e fora do tempo.

Sempre existiu e sempre existirá.

imageNós humanos contamos o tempo a partir de um momento de existência e consciência, e chamamos este momento de existência e de consciência de “CRIAÇÃO”.

A ciência que temos hoje, não pode provar a existência de Deus porque este Deus é mítico e religioso apenas, não existe. A existência do Pai é outra coisa, esta pode ser provada a cada segundo. Porém não relacionamos o Pai com tudo que existe, porque colocamos um deus chamado Deus adiante do Pai. Perdemos a compreensão do que Ele é.

A própria escritura não é contra, por exemplo, a evolução, mas a religião é categoricamente contra!

Isso porque para o ser humano é necessário um ponto de início. Hoje é fácil compreender a existência a partir de uma singularidade. Fácil e Plausível. Mas como isso era possível há cinco mil anos?

É como querer que nas escrituras estivessem as formulas da fusão nuclear. Impensável mesmo há pouco mais de 70 anos.

O deus mítico das religiões, como qualquer outro deus da história da humanidade, somente existe porque é sustentado, cultuado, servido, venerado e lhe prestam sacrifícios.

Tire isto e ele morre, deixará de existir pois não se sustenta sozinho.

Quantos deuses e deusas passaram por este mundo e hoje nem sequer imaginamos que um dia existiram? Se perderam no tempo pois não houve sustento de sua imagem.

A religião ensina a manter este mito vivo, ou você realmente acredita que até os mais famosos líderes religiosos realmente acreditam no deus que pregam? Nada disto, acreditam em Mamon, ou seja, no seu dinheiro.

O Pai é a própria existência e por isso João inicia seu Evangelho dizendo:

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. João 1:3

Ele é a própria existência e tudo o que nela há, ou seja, tudo o que podemos compreender como existência, seja eu ou você, toda a natureza, assim como a maior das galáxias e o menor dos átomos e suas ínfimas partículas.

imageE a resposta está no próprio nome do Pai: YHVH! “Eu sou o que Sou’”, “Eu sou o que faz existir”.

Algumas das traduções mais comuns.

O Pai é e simplesmente é! E por esta razão, a única forma que podemos descreve-lo é a mesma que Jesus utilizou: “O Pai é AMOR”.

Porque a única coisa em comum entre todas as coisas existentes é a origem e por isto temos a obrigação de sermos um só corpo, pois assim somos. Então Amar ao próximo é um fato!

A confusão com o nome “Deus” se deu devido as traduções. Já mencionei antes em outras postagens que os mais sábios Judeus afirmam ser impossível traduzir as escrituras.

Na Tanach e Torá (livros do antigo testamento), o nome o Pai é utilizado na forma primitiva Yud He Vaw He (Eu sou o que Sou, Eu faço Existir – Criador), depois por medo e respeito de dizer o nome do Pai em vão, passaram a chamar Adonai (Pai Criador – alguns traduzem como Senhor, mas está errado), Elohin ou Eloah (Criador), Aba (Pai), Elion (Altíssimo), Shaday (Onipotente).

Adonai, que traduzem como Senhor, é uma forma errada de tradução, pois coloca o Pai como uma entidade. Isso ocorre porque nos textos antigos era chamado de “Adonai dos exércitos”, “Adonai do deserto”, etc. Mas o nome Senhor é a tradução da palavra BAAL. Para evitar confusão, usaram o critério de “SENHOR” todo em maiúsculo para representar a tradução de Adonai.

NOTA: Javé e Jeová, forma errada de tradução a partir do nome YHVH, que acreditavam que se pronunciava “YAHVEH” erroneamente.

Com a Romanização do Cristianismo, os verdadeiros significados foram esquecidos e adotaram e padronizaram tudo com o nome de Zeus, deus romano, para que a religião criada por Constantino fosse aceita por todos. Zeus se tornou Téos e por fim Deus em português.

image

Mas todos estes nomes são irrelevantes na verdade, ao Pai nada disto importa. Mas para nós não pode nem deve ser irrelevante. A confusão de nomes é complicada pois faz com que uma personalidade passe a existir.

Desta forma o Pai, onipotente e onipresente, que em tudo está, pois é a própria existência, toma forma “humana ou humanoide”, cria uma personalidade e se torna uma entidade.

O Pai é Aquele que É, seja eu ou você, não uma entidade sentada num trono a fim de governar como um tirano a sua criação.

É absurdo crer que o Pai vai beneficiar aqueles que prestam cultos, dá o dízimo, que venera e serve, de que forma não sei, mas diz que serve, do que aqueles que praticam a caridade, que ama seu próximo e que está ao lado dos necessitados, mesmo desconhecendo as escrituras, o cristianismo e toda a Lei.

Absurdo!

Quando se fala em graça, na mente da maior parte das pessoas, principalmente aquelas ligadas ao sistema, vem a imagem de um milagre dado por vontade do Pai a aqueles que creem apenas e tão somente.

Mas Jesus explica que a graça é dada a Todos, não importa a quem, é dada por igualdade.

“O Sol brilha sobre os bons e maus!”

imageO sol, a chuva, o vento a água e a própria vida são a graça.

mas o deus mítico das religiões para te dar estas coisas é necessário que você o sirva como um escravo, que o adore incondicionalmente, que o venere como fonte de inspiração, que o cultue mesmo que teu irmão esteja morrendo de fome e que lhe dê dinheiro, pois ele é tão fodão que não pode trabalhar.

Estou errado?

Se estou, procure nas escrituras aonde é mandado fazer estas coisas. Leia o contexto todo não somente uma pequena parte, verá que isto tudo foi em realidade banido e expurgado. mas depois de Salomão passou a ser uma prática comum.

”Misericórdia quero, não sacrifícios”

Porém se você estiver dogmatizado e preso numa religião, estas palavras serão vistas de outra forma e por isso, ao estudar as escrituras não devemos ter a mente cauterizada se realmente quisermos aprender algo.

Devemos sim estudar todos os dias com a mente limpa da sujeira religiosa e, principalmente, pensar de acordo com a nossa compreensão e não através do entendimento de outros.

Inicie o seu trabalho de estudo pelos evangelhos, siga a ordem cronológica dos fatos e dos livros. depois passe as cartas. E somente depois passe a estudar o antigo testamento.

Se tiver acesso a originais, então estude neles acompanhados das traduções. Se não tiver acesso aos originais, recomendo eu que use várias bíblias com diferentes traduções.

Além dos originais hebraico e alguma coisa em grego, eu uso a bíblia de Jerusalém, considerada a mais próxima dos originais, uso uma versão atualizada de Ferreira de Almeida, uma na linguagem atual e uma versão de 1920 com poucas adulterações do comércio religioso. Apenas para comparativos entre versões. Dá muito bem para perceber as adulterações e erros de tradução utilizando esta técnica de estudos.

Postagens Relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *