Matrimônio, Casamento, Castidade e Adultério

imageHoje falaremos de um tema que causa muita confusão, mas que o sistema religioso o trata banalmente e o leva ao pé da letra de forma a causar em muitos casos dor.

O sistema proíbe o sexo antes do casamento e com isto muitas pessoas para controlar a chama ardente acabam se casando na igreja e depois de algum tempo descobre que nada daquilo era real e o casamento “indissolúvel” se torna um tormento.

Preguiça de ler? Então ouça!

As escrituras seguem normas e regras restritas sobre esse tema e por conta disto retira da esposa a maior parte dos direitos. Mas esta falha deve ser corrigida e se faz necessário o crescente conhecimento dos fatos.

Primeiro que o casamento indissolúvel é regra humana, registrado na Lei humana e serviu por muito tempo para os povos antigos.

Acontece que as mulheres depois que se casavam passavam a ser propriedade dos homens, o que elas tinham, mesmo heranças, passavam a ser dos homens e em caso de desquite ela ficava sem nada, a deus dará.

A Lei mosaica era muito rígida a este respeito e duas testemunhas podiam acusar uma mulher de adultério e neste caso ela era sumariamente executada.

Quando não haviam testemunhas, a lei forçava que elas bebessem uma mistura de ervas, se sobrevivessem era isentas de culpa, pois deus havia julgado inocente e o marido pagaria por acusação fraudulenta.

Mas esta bebida era muito forte e poucas mulheres sobreviviam.

imageOs maridos que se cansavam de suas esposas costumavam acusá-las, pagavam suborno e a bebida era feita ainda mais forte. Esta bebida era conhecida como “fel”. Elas morriam e eles estavam livres para um novo casamento.

Repudiar uma mulher era possível, mas ela se tornava uma pessoa imunda, e por isso não conseguia trabalho e até esmolar era difícil.

Por isso entrava em vigor a Lei do Dízimo.

Este recurso era utilizado para sustentar as viúvas que passavam por situação semelhante, os órfãos, que eram considerado cidadãos de terceira categoria e sofriam muito por isso, os deficientes físicos, e as repudiadas que igualmente sofriam. Mas na prática isso não era feito e hoje então muito menos, transformaram o dízimo em dinheiro. Ou seja, ROUBO mesmo!

A esta visão, da forma como o mundo era até poucos anos atrás, o casamento tinha que ser uma união indissolúvel, pois o Pai não vê diferença entre homens e mulheres. A dureza dos corações dos seres humanos é tamanha que a Lei precisava ser severa para forçar as pessoas agirem de forma correta… isso até os dias de hoje.

A mulher casada está ligada pela LEI todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor. 1 Coríntios

imagePELA LEI! Mas a Lei mosaica já sabemos muito bem que foi criada por homens para forçar o povo a cumprir os Mandamentos, pois era um povo ruim de coração duro. Hoje temos um mandamento maior “Ama ao teu próximo como a ti mesmo” e para os casais também serve o mesmo mandamento:

Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher ao seu marido. Efésios 5:33 

(algumas versões: “e a mulher reverencie seu marido”, porém preferimos a versão original do que esta, que diminui o valor da mulher).

Bem, então quer dizer que o casamento não é para sempre?

Na verdade a união deveria, mas como fazer se o casamento se transformar em um transtorno?

Será que é melhor viver em tribulação mas juntos?

Creio que nem o Pai deseja isso e por esta razão, hoje a mente humana esta um pouco melhor e aceita a dissolução civil.

Mas isso tudo não quer dizer que as pessoas passem a viver de forma promíscua, isso é crime contra a natureza e portanto, contra o Espírito.

Matrimônio é a situação que as pessoas se encontram quando estão casadas, significa que a sociedade os reconhecem como marido e mulher. Para isso hoje existem cerimônias religiosas e cíveis que estabelecem os laços maritais em uma vida pública. Porém para o Pai isso não tem significado algum, é apenas um ato social e nada mais que uma simples formalização.

Casar tem um contexto mais importante e fundamental, tanto para o casal quanto para o Pai.

Não é bodas, bodas são festas, mas o significado de casar é profundo, significa “morar junto” coabitar na mesma casa e gerar uma família.

Nas escrituras fica claro que bodas não é necessário, como expliquei, é uma festa social, mas casar tem todo um contexto, literalmente é a união, como está escrito, a mulher se dá em casamento e o homem se dá em casamento. É um acordo mútuo. Se tornam deste ponto em diante uma só alma!

Porque uma só alma?

Porque o sentimento emocional e os acordos conjugais passam a ser mútuos e em comunhão de entendimento. Se tornam uma só carne e sexualmente falando, não é uma religião que faz a união, mas o ato sexual.

Paulo adverte a este respeito e por esta razão a sexualidade desenfreada é uma loucura.

Ao se deitar com uma pessoa, perante o Pai a união da carne está consumada e as religiões sabem disto, tanto  que sempre foi considerada a união consumada após a noite de núpcias. E se não acontecesse, o casamento podia ser desfeito. Após a conjunção carnal o casamento estava consumado.

Paulo adverte em 1 Coríntios 06:16:

Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.

Esta é a principal razão que o sexo desenfreado é ruim. Com cada pessoa que se pratica sexo, com ela esta casado e são uma só carne. E o texto aqui não se refere apenas a prostituição, mas implica em toda forma de corrupção fora do casamento.

Não importa a idade, não importa se diz que antes do casamento é fornicação. A fornicação acaba com no casamento, mas casar, é apenas se juntar.

Um casal deve honrar seu compromisso. Ao casar, qualquer atividade extraconjugal é um ato criminoso contra o espírito.

Não há forma mais terrível de “pecado contra o espírito santo” que o pecado do adultério. Sim, pois este é um pecado que mesmo o leigo e ignorante sabem que estão fazendo de errado e que causará muita dor, não apenas entre o casal, mas em todas as pessoas envolvidas.

Como não há nada que seja escondido que venha a tona, um dia o crime se torna público.

Muitos podem questionar o pecado contra o Espírito, mas como já dissemos antes na postagem Pecado contra o Espírito e os mete medos, o pecado não está em falar contra o espírito, mas sim o pecado que se comete de consciência que é errado, pois sabe-se que está prejudicando alguém.

Este pecado não tem perdão, paga-se!

Mas o triste é saber que a união transforma o casal num só ser e a dor recai sobre os dois.

O casamento pode ter um fim, se a união for complicada e difícil, se ela se transformar em tribulação, coloque um fim. Antes que aconteça o pior.

Mas que a união acabe da mesma forma como começou, em comum acordo, e depois de tudo devidamente resolvido entre o casal, a situação dos filhos se tiverem (e estes devem sempre ter prioridade, as brigas do casal jamais devem pesar sobre os filhos), que cada um inicie uma vida nova. Sem dor, sem pecado.

A Castidade, ao contrário que a igreja ensina, não é não ter relações , mas é o Amor entre um casal, perfeito e sem mácula.

Mantenha-se casto!

Isso quer dizer que seja fiel em seu relacionamento, com bodas cíveis ou religiosas e mesmo sem as bodas. Mantenha o direito de cada um.

Castidade é a virtude que se não respeitada se torna adultério. O Messias diz:

Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.
Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.
Mateus 5:27  28

Isto porque os desejos do coração levam ao pecado. Desejos da carne e nada mais.

Por esta razão ele adverte, que aonde estiver nosso tesouro também estará ali nosso coração. Se desejarmos cobiçosamente uma pessoa, ela será o nosso tesouro e nosso coração estará no pecado.

“A carne é fraca, o espírito não!”

Para evitar cair, existem muitas tentações na vida de um casal, coloque seu coração na pessoa com quem casou e dedique a ela todo o seu Amor. Em espírito, em corpo e alma.

Crises acontecem, dificuldades existem, tentações existem de montes, evite-as!

imageNada é tão difícil que uma vida a dois, mas em realidade,nestas dificuldades que o Pai nos guarda, é na família que existe a força, o templo sagrado, os pilares de sustentação e abrigo e proteção. Neste templo, deve habitar o Amor, que é o Pai, Elohin e Criador.

Aqui, antes de finalizar, quero enfatizar que existe um problema muitas vezes causado pelo próprio sistema religioso, aonde seus líderes estimulam, forçam uniões, indicam casais e, de certa forma, oficializam casamentos entre membros de sua igreja de pedra fendida.

Nenhuma união deve ter a mão de terceiros envolvidos. Ela falhará miseravelmente. De amor será ódio e tribulação.

Não case por dinheiro ou status, o dinheiro acaba um dia e o status finda se afogando em sua própria soberba. Se seu amor é o dinheiro e status, acabará de forma sufocante e trágico.

Ao casar, case apenas por Amor, a união perfeita.

Isso quer dizer, que para uma verdadeira união é necessário estabilidade, isso não guia o casamento, mas mantém e facilita a vida. Esse é um casamento de comum acordo, aguardar a estabilidade de ambas as partes. Não saia casando porque acha que ama.

Antes de iniciar a vida a dois, termine os estudos, trabalhe de forma estável. Defina a moradia como lar, seja alugada ou própria, mas não perto das famílias. Isso evita muitos transtornos!

Que ao casar, que seja a mulher do marido e o marido da esposa:

A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 1 Coríntios 7:4

Paixão não é Amor!

A palavra paixão significa sofrimento, estar apaixonado é estar em sofrimento!

Quer entender o que é o Amor, leia a carta de Paulo em 1 Coríntios 13 – se sua bíblia estiver caridade, substitua por Amor .

Postagens Relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *